Museu de artes criadas por esquizofrênicos

 

                                      A arte por meio da mente esquizofrênica

    O Museu de Imagens do Inconsciente é um museu cujas obras são expostas por artes que foram produzidas por pessoas esquizofrênicas . Localizado no Rio de Janeiro, foi criado em 1952 por conta de uma iniciativa de Nise Silveira , mulher que não apoiava o novo modo de tratamento psicológico dado às pessoas com distúrbios mentais. Desta forma , ela criou uma nova forma de tratamento por meio da arte.

    Nise fez medicina na Bahia e era a única mulher em sua turma de 156 pessoas. Trabalhou no 1º hospício do Brasil e foi presa em 1936 por posse de livros nazistas. Em 1944, após 8 anos afastada,  retorna a seu cargo e vai trabalhar no Centro Psiquiátrico Nacional onde havia 2.000 pessoas internadas. Porém, devido estar afastada por muito tempo de suas funções, não estava  muito a par das novas atualizações  que ocorreram na psicologia. Com isso, acabou se confrontando com problemas trazidos pelos novos equipamentos e formas de uso , achava que as mudanças de apoio aos tratamentos com esses doentes eram uma violência contra o doente e que ele estaria sendo tratado como prisioneiros. E, como ela não aceitava nem o electroshock  nem os outros meios de tratamento  que, ao seu ver, exigiam violência, pois era um método de tratamento de terapia com choques elétricos. Revoltada com este método, que para ela era desumano , resolveu criar uma forma de tratamento, que buscava tentar entender um pouco mais sobre o mundo deste indivíduo através da arte.

Em meio ao tratamento, nesse ateliê de pinturas, os pacientes criavam suas artes psicopatológicas, expressando seu mundo interior e exterior através de arte.  Alguns trabalhos chegaram  a surpreender o mundo da arte, e acabou dando origem ao Museu de Imagens do Inconsciente.

LARA OLIVEIRA , 8ºA

30/04/2020  

 

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Boa Vista, 30 de abril de 2020.

Querida professora Eliane,

Como tem passado? Espero que esteja bem.  Nesses tempos de pandemia, que não podemos sair de casa, as brincadeiras são dentro de casa mesmo, a minha rotina está bem diferente de antes, faço tudo em casa agora, até estudar.

Mas eu tenho saudades dos meus colegas da escola, dos professores, e por incrível que pareça sinto saudades das aulas na escola. É…essa quarentena mudou a rotina da maioria das pessoas, inclusive a minha.

A minha nova rotina está bem diferente. Quando eu acordo às 9 horas , eu tomo café da manhã, tomo banho, escovo os dentes, leio a bíblia, arrumo a minha cama e vou estudar. Depois de estudar, por volta de meio dia, eu almoço, escovo os dentes e tomo outro banho e,  se não tiver terminado as tarefas,  volto a estudar; mas se eu já tiver terminado, vou dormir um pouco a tarde.  Após este soninho,  me levanto e ajudo minha mãe no que ela precisar.  Com o resto da tarde livre, eu vou assistir série na Netflix. Logo depois, ao anoitecer, vou a casa do meu vizinho e brinco um pouco com ele, depois, retorno para casa e sempre assisto com meu pai  algum filme que ele escolhe, às vezes ele escolhe um filme legal, mas têm vezes… que meu pai do céu!…  Ele coloca um filme muito ruim.

A minha “nova vida” é essa por enquanto, mas quando tudo se reorganizar poderemos nos ver, todos juntos, poderei escrever um texto e entregar-lhe pessoalmente, e não mais precisaremos digitar no Word e enviar pelo e-mail.  Poderemos abraçar os amigos, beijar quem amamos, reencontrar parentes e familiares.Mas, enquanto isso não acontece, devemos ficar em casa, estudar on-line mesmo, porque tudo isso é passageiro. Menos o motorista! Rsrsrsr.

Até breve, professora!

M.S.S.6.a.

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Birmingham – Reino Unido, 29 de abril de 1989.

Querida mamãe,

Não poderia estar mais triste com a briga que tivemos, sinto um grande  arrependimento em meu coração e quero pedir- lhe  desculpas pela forma injusta como a tratei. Filho algum deveria machucar o coração de uma mãe. Eu sei disso, e sei também que não existe razão alguma que justifique atitudes ou palavras que ferem uma mãe amorosa como você. Infelizmente nem sempre conseguimos nos conter e às vezes machucamos quem mais amamos. Por isso hoje lhe peço perdão, do fundo do meu coração!
Pois, às vezes, não conseguimos reconquistar a confiança de pessoas que machucamos no passado e por isso venho me desculpar logo, porque não quero que aconteça nada disso entre mim e a senhora. Não pense que as palavras duras que disse são verdadeiras, sabe… Eu falei sem pensar. Quero ter uma melhor relação com você e fazer com que sinta orgulho do filho que tem. Eu te amo muito!
De seu querido filho.

L.M.G.E.6.B

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Birmingham, Inglaterra, 24 de janeiro de 1989.

Oi, mãe e pai,
Esta semana foi realmente muito legal aqui em Birmingham!
Não consegui escrever antes, pois estava muito ocupada assistindo ao Campeonato Europeu de Patinação Artística no Gelo. A excursão comprou ingressos para todo o grupo ir ver diariamente o campeonato de patinação. Mãe, você iria adorar a Dança Artística no gelo! É tão bonita! Muitos passos me faziam lembrar das aulinhas de ballet, com a professora Sâmia, que fazia quando era pequena. Pai, a cidade é maravilhosa. Tenho certeza de que o senhor iria amá-la!
Não sabia, mas descobri que é a segunda maior cidade da Inglaterra e está atrás apenas de Londres. Já o clima, não posso dizer que é dos mais agradáveis.
Ontem fez um frio horroroso aqui, quase não pudemos sair do hotel. Mais tarde, se não houver nenhum problema com o clima, nossa excursão irá visitar a Catedral de Birmingham, que foi quase totalmente destruída durante a segunda Guerra Mundial. Depois, iremos visitar o Museu e a Galeria de Arte. Nossa, nem sei como agradecer esse presente que vocês me deram! Toda hora penso no quanto valeu a pena estudar e passar no vestibular. O problema é a saudade que sinto de casa, de vocês e até do meu irmão.
Bom, agora preciso me arrumar para sair. Mais uma vez, muuuuuuuito obrigada. Amo vocês mais do que tudo.
De sua querida filha,
G.A.C.6.b

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Boa Vista, 30 de abril de 2020.

Oi titia, tudo bom com você?

Comigo não está nada bem, pois minha tristeza e dor já não cabem mais em meu pobre coração. A minha saudade está me consumindo, e já não sei mais o que fazer. Já faz tanto tempo né? Mas nem parece, pois as minhas lembranças insistem em
martelar meu coração, com uma saudade abstrata: ao mesmo tempo que sinto uma tristeza por não vê-la há anos, me sinto feliz por todas as coisas que vivemos juntas, pelo carinho que tenho por você, e pela a nossa amizade que tempo nenhum romperá. Te amo muito, e espero logo, logo voltar a lhe ver.

Com muita saudade.

Sua sobrinha,

E.S.S

 

 

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São Paulo, 17 de abril de 1989.

Querida Mamãe,
Tudo bem? Espero que sim. Nossa viagem foi ótima.  Nós embarcamos no avião às 16h e quando chegamos fomos direto à universidade, nossas aulas se iniciaram no dia seguinte e as minhas amigas também foram juntas. Nossas aulas são difíceis mas alguns dos meus professores são divertidos. Sinto sua falta, e de Manaus também. Aqui em São Paulo não sinto seus abraços e fico triste, mas podemos nos comunicar através de cartas como essa, que já é alguma coisa. Esta é uma cidade grandiosa, com prédios enormes, dificilmente encontramos uma árvore, a não ser em alguma praça ou parque, tão diferente da nossa Manaus, que em cada esquina encontramos todo tipo de árvore. Quando eu ouvia dizer que São Paulo era uma selva de pedra, percebi que realmente é. Aqui é tão grande que, às vezes, acho que estou num labirinto. Não estou acostumada a ficar pra lá e pra cá em táxis, é muito movimentado.
Mas mesmo assim estou feliz, porque estou em busca do meu sonho de estudar em uma boa universidade. Não se preocupe comigo, tomarei todos os cuidados e daqui alguns anos serei uma ótima advogada.
Assim que puder mandarei outra carta mandando novidades.
Com muita saudade me despeço querida mamãe.
Carinhosamente,

A.B.M

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Criança,pandemia, recursos e habilidades virtuais.

Boa Vista, 06 de maio de 2020
Querida professora,
Venho através desta carta, manifestar as minhas dificuldades em ter aulas a distância, além de eu não ter um curso de informática, e ter pouca habilidade com o computador, eu também não tenho celular. Na minha casa nós somos três, e todas têm aulas on-line, e só temos um computador.
Essas dificuldades e outras me causam aflição, por exemplo: retorno das minhas
atividades, perguntas que às vezes demoram a ser respondida, a incerteza do meu empenho, a confirmação de que as atividades estão concluídas, a incerteza de quando será o retorno das aulas e muitas outras.
Mas compreendo que essas dificuldades estão sendo assim pra todos (alunos e
professores), minha mãe sempre fala que não deve ser fácil ensinar individualmente
centenas de alunos e, isso tudo, por conta de uma pandemia, uma doença que ainda não existe vacina, todos os dias uma nova descoberta, e assim os dias vão passando. No inicio da pandemia não compreendia muito a gravidade, mas depois através dos jornais comecei a entender melhor a importância do isolamento social e dos cuidados que devemos tomar para não contrair a doença. Não vejo a hora de isso tudo passar, sinto muita falta de ir pra escola, dos meus colegas, e de todos os professores.
Obrigada pela sua compreensão, professora.
De: A.M.R.S

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Boa Vista, 30 de abril de 2020.

Querida mamãe,

Eu estou com muitas saudades da senhora, e não vejo a hora de vê-la de novo! As coisas aqui estão indo bem, e o papai também está com muita saudade de você. Está tudo bem com você? É muito frio aí na Argentina? Eu espero que a senhora esteja gostando da viagem. Eu sei que os seus estudos não são fáceis e também que você se esforça muito. Eu amo muito a senhora e todo o resto da sua família também te ama! Por favor, traz um presente pra mim? Pode ser qualquer coisa. Eu queria muito ter ido junto com você e com o papai, mas quem sabe da próxima vez? Eu estou com muita, muita, muita, muita, muita, muita saudade de você. Mãe a Senhora ainda vai demorar um pouco para vim para casa, porque seus estudos ainda estão começando. As atividades estão mais fáceis ou continuam difíceis?

Quando vou dormir lembro-me da senhora e sinto falta da sua presença, porque fazemos as orações para poder dormir e quando oro sinto a sua falta comigo. E a senhora também deve lembrar-se de nossas orações.

Eu quase não saio de casa, fico assistindo televisão com meus irmãos e as vezes com o papai. Quando ele sai para ir ao mercado, às vezes me convida para irmos juntos, mas eu não sinto vontade porque prefiro ficar em casa.

Mãe eu tenho esperança que logo estaremos juntas se Deus quiser!

Sua filha Rosa.

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Museu Imperial: Uma viagem no tempo.

Um dos mais visitados e exuberantes museus do Brasil

Maria Meire Araújo Saraiva participou da entrevista sobre o Museu Imperial um dos mais belos, a entrevista ocorreu em Boa Vista, Roraima em 26 de Abril de 2020. A senhora Meire já trabalhou no Museu citado e se disponibilizou a falar e responder sobre o mesmo.

O Museu Imperial, popularmente, conhecido como Palácio Imperial é um museu que mostra a antiga monarquia do Brasil e é atualmente um dos mais visitados, alojado no majestoso palácio do primeiro imperador. Conta com um acervo rico e bem organizado dividido em 5 lugares: Sala de Jantar, Sala de Musica, Sala de Estado, Sala de Visitas, Gabinete e Aposento das Princesas. Entre as principais obras presentes no museu, estão o Traje Majestático, a Cama de Casal e o Trono, porém há diversas outras pinturas, joias e obras; além de diversos espetáculos que são organizados pelo próprio museu durante cada ano. Este local conta um pouco sobre a monarquia. A entrevistada sente uma nostalgia ao lembrar dos shows que ela assistia: “Eu trabalhei lá por anos e todas as obras sempre me impressionavam, principalmente os shows que contavam as historias, era encantador, eu me lembro como se fosse ontem aquelas luzes, as palmas, tudo de bom” , disse a entrevistada. “O museu em si já é lindo, as obras só complementam, é algo que você vai gostar de ver e vai querer voltar mais vezes” conclui ela.

Atualmente, o museu tem um site na internet que conta sua historia, mostra as datas disponíveis para visita e até mesmo como fazer sua visita online ao museu, essa visita mostra todas as obras e a história de cada uma, e é bastante divertido. É uma forma de aproximar mais os jovens dos museus, já que nós, jovens, estamos distantes dos museus e das histórias que eles carregam em si. “Os jovens atualmente esqueceram a importância da história, o quão cativante elas são. Na minha época ir á um museu era um prestigio, sabe? Coisa de rico.” Ressalta Meire.

Ela está certa, essa barreira entre os jovens e os museus atrapalha nosso ensino e o conhecimento das nossas raízes. Então, nós jovens deveríamos aproveitar o tempo e fazer aquela visita aos museus, é uma viagem inesquecível e fascinante, principalmente nesse museu que conta a história monárquica.

“Visitem, gente, museu não é só coisa de velho, museu é coisa de gente inspirada” Diz Meire.

Aluno -CME: Luís Eduardo Nascimento Memória, 8º D

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Zoom na quarentena

 Estamos vivendo pela primeira vez uma pandemia, que surgiu no final de dezembro do ano passado em uma cidade chamada, wuhan. A tal síndrome respiratória passou para os humanos a partir de um vírus chamado Hendra, que saltou de um cavalo para homens na Austrália em meados dos anos 90, mas tem origem em morcegos que transmitem doenças que vão até a gripe.

Por conta da tal pandemia, aulas foram canceladas, o comércio foi fechado, foi recomendado o distanciamento social, a quarentena e o isolamento social para aqueles que foram infectados. A pandemia trouxe para alguns muito sofrimento, dor, mortes, até mesmo depressão, mas trouxe algo também muito bom, como a aproximação com a família, o amor, a calma, o exercício com a paciência e etc. As pessoas começaram a sentir falta uma das outras, a sentir saudade, a sentir solidão e foi aí que as maravilhas da tecnologia nos presenteou com um aplicativo maravilhoso chamado zoom, que é um App de vídeo chamada, que nos permitiu conversar com várias pessoas ao mesmo tempo. Foi através dele que no dia 15 de abril de 2020 me reuni com meus familiares, estava nela meu tio que mora na Irlanda , meu outro tio que mora aqui no interior do estado em Caroebe, e minha mãe e minha madrinha em suas respectivas casas; assim nos reunimos batemos um papo e matamos um pico da saudade.

É isso que a tecnologia nos proporciona , a aproximação com nossos entes queridos e a felicidade de vê-los de perto, embora longe . Assim como aconteceu comigo.

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