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Um policial galã de pantalona

É uma dádiva relembrar as melhores passagens da minha vida! Meus pensamentos vão longe ao lembrar da vida tranquila que vivi com minha família nesta antiga Boa Vista…Desde cedo fui trabalhador, aos 12 anos tive meu primeiro emprego, trabalhava durante a semana naquele comércio simples, mas que tinha muito movimento, a folga era apenas aos domingos, dias de pura diversão e alegria! Cresci em uma época tranquila, diferente de hoje, sem tanta violência, um tempo que nada mais importava além da diversão e estudos, mesmo trabalhando, sempre fui dedicado, estudei em diversas escolas de Boa Vista, recordo de duas, Lobo D´Almada e Osvaldo Cruz.

Despertava-me com a voz alta e doce de minha mãe acordando meus irmãos que estudavam de manhã; meu dia começava com o trabalho e a tarde a escola. Lembro-me dos dias de aula particular, meu pai, mesmo diante das dificuldades, chamava um professor para ensinar as matérias aos domingos, aquele barulho da palmatória batendo na mão dos meus irmãos que não conseguiam acertar a tabuada, despertava medo e me motivava estudar! Eu ouvia os gritos das crianças brincando lá fora, queria estar lá também, mas saía de dentro daquela sala apenas quem aprendia.

As casas eram simples e pequenas, morei em várias, uma mais simples que a outra, quando não tínhamos dinheiro para o Bombril, usávamos folhas de caimbé, árvore nativa de folhas ásperas, deixava as panelas brilhando como se fossem novinhas, saindo da loja! Os jipes eram os únicos carros da época e os jipeiros (motoristas) ficavam na praça aguardando passageiros. Hoje têm aplicativos para chamar táxis e Uber, antigamente, íamos a pé ou de bicicleta combinar com os jipeiros para buscar os passageiros.

Aos domingos, costumávamos nos reunir e se divertir. Na infância, brinquei com peteca, pular macaca (atual amarelinha), essa as meninas adoravam! Ficavam jogando aquelas pedrinhas e pulando como se não houvesse amanhã. Cresci e tornei-me um rapaz, as brincadeiras eram outras, passei a sair com os amigos para namorar e dançar usando nossas charmosas pantalonas, o auge da época, aquelas calças coladas e abertas da canela para baixo, me sentia um galã! Rsrs. Mesmo com poucos lugares divertidos, sabíamos aproveitar! Naquele tempo, tinha a “Festa do Mingau”, encontrávamos todos em um mesmo local e íamos juntos à festa, conhecíamos lindas meninas, pena que a festa acabava cedo por conta dos geradores de energia que eram desligados as 22:00h.

Aos 18 anos, em 1972, fiz a prova para sargento, estava nervoso e minhas mãos tremiam, dos 300 concorrentes, apenas 36 passaram, mesmo com todo nervosismo, conquistei e fui o mais novo sargento entre todos os meus colegas. Além da polícia, o exército fez parte de minha vida também, quando me alistei era uma das melhores opções da época, a polícia foi uma das melhores escolhas que fiz! Antes não existia o Corpo de Bombeiros aqui, quem atendia todas as ocorrências éramos nós. O tempo passou tão rápido, a cidade foi crescendo e ganhou um Corpo de Bombeiros. Antigamente, no desfile de 7 de setembro, desfilávamos com nossos fuscas que eram as viaturas na minha época.

Houve um tempo em que o garimpo fez sucesso aqui na cidade, as pessoas viajavam em situações horrendas atrás de emprego nos garimpos, nas longas e cansativas viagens que eles faziam, acabavam pegando doenças por falta de higiene e alimentação durante o percurso, e acabavam morrendo… Lá se vinha o “piripipi piripipi” que era o barulho que o telegrama fazia quando chegava para nos comunicar a morte dos pobres garimpeiros, e lá íamos fazer a retirada do corpo.

Do meu tempo para cá, a parte cultural e alguns prédios mudaram…Temos shoppings e muitos imigrantes venezuelanos fugindo da fome, causando uma explosão demográfica muito grande na nossa capital. Confesso que naquela época eu nem sonhava com a cidade assim. Até a diversão não precisa mais acabar às 22 horas! Vivi cada fase aproveitando as oportunidades e criando a minha própria história nesses 72 anos que meu corpo carrega.

Texto de memórias literárias da aluna Manuela Katarina, 7º ano c, com base na entrevista realizada com o senhor Sebastião Carlos Cortez.

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Museu Imperial: Uma viagem no tempo.

Um dos mais visitados e exuberantes museus do Brasil

Maria Meire Araújo Saraiva participou da entrevista sobre o Museu Imperial um dos mais belos, a entrevista ocorreu em Boa Vista, Roraima em 26 de Abril de 2020. A senhora Meire já trabalhou no Museu citado e se disponibilizou a falar e responder sobre o mesmo.

O Museu Imperial, popularmente, conhecido como Palácio Imperial é um museu que mostra a antiga monarquia do Brasil e é atualmente um dos mais visitados, alojado no majestoso palácio do primeiro imperador. Conta com um acervo rico e bem organizado dividido em 5 lugares: Sala de Jantar, Sala de Musica, Sala de Estado, Sala de Visitas, Gabinete e Aposento das Princesas. Entre as principais obras presentes no museu, estão o Traje Majestático, a Cama de Casal e o Trono, porém há diversas outras pinturas, joias e obras; além de diversos espetáculos que são organizados pelo próprio museu durante cada ano. Este local conta um pouco sobre a monarquia. A entrevistada sente uma nostalgia ao lembrar dos shows que ela assistia: “Eu trabalhei lá por anos e todas as obras sempre me impressionavam, principalmente os shows que contavam as historias, era encantador, eu me lembro como se fosse ontem aquelas luzes, as palmas, tudo de bom” , disse a entrevistada. “O museu em si já é lindo, as obras só complementam, é algo que você vai gostar de ver e vai querer voltar mais vezes” conclui ela.

Atualmente, o museu tem um site na internet que conta sua historia, mostra as datas disponíveis para visita e até mesmo como fazer sua visita online ao museu, essa visita mostra todas as obras e a história de cada uma, e é bastante divertido. É uma forma de aproximar mais os jovens dos museus, já que nós, jovens, estamos distantes dos museus e das histórias que eles carregam em si. “Os jovens atualmente esqueceram a importância da história, o quão cativante elas são. Na minha época ir á um museu era um prestigio, sabe? Coisa de rico.” Ressalta Meire.

Ela está certa, essa barreira entre os jovens e os museus atrapalha nosso ensino e o conhecimento das nossas raízes. Então, nós jovens deveríamos aproveitar o tempo e fazer aquela visita aos museus, é uma viagem inesquecível e fascinante, principalmente nesse museu que conta a história monárquica.

“Visitem, gente, museu não é só coisa de velho, museu é coisa de gente inspirada” Diz Meire.

Aluno -CME: Luís Eduardo Nascimento Memória, 8º D

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Nesta pandemia causada pela Covid-19, o mundo teve que cumprir o isolamento social. Diante deste fato, sem a presença física na escola,alunos, professores, gestores e pais tiveram que se reinventar e criar estratégias para enfrentar o isolamento e ensinar a distância de forma que a aprendizagem dos alunos seja alcançada. Desta forma, esse blog está servindo como mais uma ferramenta digital para se trabalhar através do ensino remoto com leitura e escrita com alunos do Colégio Militar estadual Cel. Luis Derly. Além de possuir conteúdo para pesquisa educacional para outras disciplinas.

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Texto do 6º ano

Caro Wildemar,

Eu sei que o senhor é responsável pelas regras de disciplina e , por isso,
escrevo esta carta.
Como o senhor sabe, há uma regra que diz que só podemos usar agasalho em sala de aula. Porém no inverno fica muito frio, principalmente na quadra e no pátio, que são locais onde os alunos mais ficam e, quando chove, o frio vem junto; assim, podemos ficar doentes .
Bom, eu gostaria que a regra fosse mudada. Nós, alunos, iríamos agradecer muito se formos atendidos, e não sentiríamos mais frio no tempo de chuva.


Obrigada pela atenção,

Juliana Eloá Brito Oliveira – AL CME

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CARTA DE SOLICITAÇÃO:

BOA VISTA 09 DE JUNHO 2020

Prezada Senhora Diretora Valdeane,

Gostaria de saber se existe a possibilidade do colégio oferecer, na cantina, lanches diferentes todos os dias da semana, tirando sábado e domingo, é claro! Mas de segunda a sexta-feira. Na minha antiga escola era assim: segunda-feira era misto e pão com ovo, terça-feira era pizza e bolo, quarta feira era torta com tapioca, quinta-feira era enrolado de salsicha e bolo e sexta-feira era pizza e misto, o suco era de dois sabores a cada dia. Acredito que se houvesse uma maior variação de tipos de lanches, haveria uma maior procura pelo lanche da escola. Caso tenha algum problema… eu irei entender.

Desde já agradeço a atenção.

Atenciosamente,

Hillary Veloso, 6º ano do ensino fundamental.

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Boa Vista, 03 de Julho de 2020

Prezada senhora diretora,
Eu, Rauney de Macedo Pantoja do 6° ano turma C, gostaria de solicitar o uso da piscina
nas aulas de educação física, para que os alunos tenham atividades físicas nela. Desta forma, poderemos aprender a nadar e se exercitar. Sem contar que a água é uma grande fonte de terapia, e também , nos dias quentes um meio para se refrescar. Dentro da piscina, poderemos praticar alguns esportes, que pode até incentivar alguns alunos a continuar se aperfeiçoando caso queiram e, assim , poder participar de campeonatos.

Desde já agradeço sua atenção e fico no aguardo.

Atenciosamente,

Aluno Rauney do 6° C

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O VÍRUS DA IMUNIDADE

Texto acessado em http://www.comciencia.br/, data 23/07/2020

Por Bruno de Sousa Moraes

A história da “memória imunológica”, responsável pela efetividade das vacinas, envolve o embaralhamento de genes, uma diversidade astronômica de moléculas e uma infecção que acabou sendo um golpe de sorte.

A temporada de vacinação contra gripe chega ao fim no dia 15 de junho. Até lá, as unidades de saúde continuam a receber filas e mais filas de pessoas que fazem parte dos grupos de risco. Idosos, crianças e gestantes esperam para receber injeções contendo partículas inativas do vírus da gripe, que serão reconhecidas pelo sistema imune, de forma a “preparar” o organismo para lidar com o vírus. Dessa maneira, caso a pessoa vacinada seja exposta à tosse ou espirro de alguém infectado — que carrega partículas virais que estão muito bem, obrigado — suas defesas já estarão a postos para cuidar da infecção antes que ela se instale.

Este fenômeno, denominado “memória imunológica” é mediado por células chamadas linfócitos. Os linfócitos são as grandes estrelas do que chamamos de “sistema imune adaptativo” que, como o nome sugere, tem a capacidade de se adaptar ao contexto e responder de maneira direcionada para cada ameaça apresentada ao organismo. O sistema imune adaptativo, além de ser o principal aliado do Zé Gotinha, é o que permite que se enfrente uma diversidade de doenças, lembrando-se delas e se mantendo capaz de responder de forma rápida caso ele encontre novamente os vírus, bactérias ou fungos. Ele também é uma espécie de privilégio no reino animal, já que não são todos os bichos que, como a espécie humana, são dotados dessa capacidade de “aprender” com as doenças passadas.

Os mecanismos que permitem aos linfócitos reconhecer e agir contra moléculas específicas são impressionantes e complexos. Mais impressionante, porém, é a história a respeito de como nossos antepassados adquiriram esses mecanismos pela primeira vez. Essa é uma história para se ler com certo tempo e atenção. Quem sabe uma leitura para te acompanhar enquanto você espera para tomar sua próxima vacina?

Anticorpos, receptores e impressões digitais
Não é incomum que se ouça a expressão “não faz mal, é bom que cria anticorpos!” quando alguém pega uma bolacha que acabou de cair no chão e coloca na boca. Vale a pena, então, falarmos um pouco mais sobre o que são esses tais anticorpos, já que a geração dos mesmos — bem como de outras moléculas e processos — é exatamente o objetivo da vacinação.

Anticorpos são moléculas produzidas por um tipo de linfócitos que recebe o nome de B. A natureza química dos anticorpos produzidos pelos linfócitos B é proteica, e proteínas são famosas na biologia pela sua capacidade de interagir com outras moléculas. É exatamente isso que os anticorpos fazem: em uma de suas pontas, eles têm estruturas que reconhecem e se ligam de maneira específica a moléculas chamadas de antígenos. Depois de ligados, podem neutralizar ou destruir microrganismos invasores de várias maneiras, auxiliados por outras células e mecanismos do sistema imune.[…]

Texto retirado do site: http://www.comciencia.br/, data 23/07/2020.

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Carta de solicitação

Boa Vista, 06 de julho de 2020.

À Vossa Senhoria Ten Cel PM Valdeane Alves de Oliveira

Diretora do CME-PMRR

Senhora Diretora,

Nesses quase 2 meses de aula (presencial), pude observar algumas coisas que poderiam melhorar para o bem estar de todos. Ao chegarmos na escola temos que ir para a quadra, local onde entramos em forma antes de irmos para a sala de aula, o grande problema é o trajeto até chegar à quadra. Este trajeto é um asfalto cheio de pedras, onde nossas mochilas que possuem rodízios não estão suportando, a maioria dos alunos possuem essas mochilas com rodízios devido ao enorme peso de nossos materiais. O mesmo acontece no trajeto na hora da saída, é um caminho cheio de areia, onde também danifica nossas mochilas. Minha sugestão seria fazer um trajeto mais apropriado (entrada e saída), que não danifique tanto nossas mochilas. E já pensar no período de chuvas, esses novos trajetos poderiam ter cobertura para proteger os alunos e demais pessoas.Uma ótima proposta seria sobre a utilização da piscina, a mesma poderia ser aberta para alunos,familiares e comunidade em geral para fazerem natação, onde poderia ser cobrada uma mensalidade,onde o dinheiro arrecadado poderia ser utilizado para melhorias da própria escola.Outra sugestão seria aumentar mais 5 minutos o nosso intervalo, eu ainda não consegui pegar lanche devido à enorme fila que se forma na hora de retirar o lanche, e quando se pega, os alunos têm que praticamente engolir o lanche. Neste intervalo, é praticamente impossível lanchar e ter um momento descontraído com nossos novos amigos.Uma solução seria ao invés de sair todas as turmas de uma vez para o lanche, dividir o intervalo – onde sairiam primeiro os 6º e os 7º anos, depois os 8º e 9º anos. Com essa divisão, poderá melhorar o fluxo na fila do lanche e também dos banheiros. Quanto ao retorno às aulas, uma sugestão é que na entrada da escola e de cada sala de aula poderia ter um dispense de álcool em gel para o alunos higienizarem as mãos. E as equipes de limpeza da sala, fariam a limpeza das carteiras escolares com álcool, minimizando assim o risco de contaminação de qualquer vírus. Sem mais para o momento.

Cordialmente,

ANA Carolina Grangeiro Gomes KOVALSKI

AL CME-PMRR – 6o ANO “A”

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Canibalismo Martin

Eu sou Alisson Bellini, herdeira dos Belinni. E hoje eu vou lhe contar uma história, estranha, que nem mesmo eu sei explicar… Preciso desabafar… Sobre os Martin.

A família Martin e a família Bellini, viviam em constantes conflitos, por motivos de riqueza. Cada família vivia em suas grandes e caras mansões, porém uma tinha um estilo peculiar, um pouco assustador… A Mansão Martin.

Em uma noite fria, na casa dos Bellini, foi encontrado o cadáver decapitado de Pietro Martin. Então, a advogada Alice, a investigadora Morel e o policial Tomás, entraram em ação para descobrir o culpado.

Após muitas investigações e interrogatórios, chegou a notícia sobre quem era o assassino que matou Pietro Martin. E o culpado foi o meu pai: Mike Bellini. Então ele foi levado à delegacia, e depois foi preso. Se eu fiquei triste por isso? Não, não fiquei, naquela hora eu sentia nojo dele, por saber que matou uma pessoa, que sabe lá Deus o que fez pra ele, mas não merecia morrer! Vale ressaltar que esses eram sentimentos que me dominaram antes de tudo se desvendar pra mim… Só pra mim! Você vai entender! Ou não!

Após o enterro de Pietro Martin, chegou a notícia da morte de Mike Bellini. Dentro de uma cela fechada! Cortado em pedaços! Como isso aconteceu? Como eu disse… Nem eu sei explicar. Nessa hora eu entrei em choque, mas não chorei, apenas fiquei sem reação, pois eu sabia que independente da morte dele, ele tinha matado outra pessoa.

Para investigar o caso, Alice, Morel e Tomás entraram novamente em ação. Investigaram até as partes do corpo de meu pai. Mas era difícil achar algo ali, talvez porque a pergunta que mais rodeava em suas mentes era: Como? Como mataram uma pessoa em cela fechada sem ninguém saber, nem os prisioneiros que estavam ali na hora? O caso realmente era estranho…

E como se já não bastasse um problema esquisito, vem outro. Os cadáveres de Pietro Martin e Mike Bellini, desapareceram! Mas como sabem que o corpo de Pietro Martin desapareceu, sendo que ele estava enterrado? Para que queriam ver um cadáver? Essas perguntas têm respostas, e eu respondo. A verdade era que no corpo de Mike Bellini, haviam as digitais do Pietro e foi necessário olhar o morto, que desapareceu junto com Mike. Mas Pietro tá morto! Será que ele voltou dos mortos pra matar o Mike? Mas… Como assim? Isso não faz sentido! Pois bem, a investigação começou a ter outras perguntas, ninguém sabia explicar o que aconteceu. Nem eu.

Passaram-se meses e mais meses… Sem respostas ou devolutivas a respeito do que acontecera tempos atrás. Mas chegou uma mensagem dos investigadores, Alice, Morel e Tomás desistiram do caso. E eu fiquei sem explicações, apenas com muitas dúvidas.

O caso então não foi resolvido. E eu fui até a mansão dos Martin, para saber o que eles sabiam a respeito. Eu precisava tirar as minhas dúvidas! Fui recebida por Jonas Martin, irmão de Pietro – que aparentemente ficou muito triste e chocado ao saber das notícias sobre seu parente – ele me serviu uma xícara de café e torradas, e começamos a conversar sobre tudo. Mas de repente um cheiro podre vinha do porão da mansão Martin, e então Jonas foi investigar o que estava acontecendo, ele entrou no porão e ali ficou, por muito tempo. Eu estava apressada pois precisava ir embora dali, chamei muitas vezes por Jonas que estava dentro daquele porão escuro e podre, mas não fui respondida de volta, então resolvi entrar naquele local asqueroso para saber o porquê de tanta demora. Acendi a luz e observei Jonas, ajoelhado, como se estivesse se alimentado desesperadamente de algo. Mas o que ele comeria em um porão? Ele estava devorando os corpos de meu pai e de seu irmão! Quando olhei para aquilo, me assustei e gritei altamente e ao mesmo tempo comecei a correr muito rápido para fora dali, mas não consegui escapar, as portas se trancaram misteriosamente e Jonas começou a andar em minha direção. Comecei a gritar mais e mais pedindo socorro mas ninguém me ouvia, Jonas estava se aproximando de mim e quando chegou perto, pegou um vaso de plantas que estava em cima de uma mesinha e quebrou na minha cabeça, aquilo me fez cair mas não desmaiei, só estava caída no chão, consciente mas sem forças, com a cabeça sangrando, minha voz começava a ficar fraca e não conseguia mais gritar, Jonas olhou para mim sorrindo, e começou a quebrar os meus dedos da mão e comer, pegou um facão, me fatiou e devorou a minha carne humana. Eu morri, cruelmente como meu pai e como Pietro.

Mais tarde, Mara Martin e Diego Martin – país de Jonas e de Pietro – chegaram em casa e chamaram Jonas. O rapaz apareceu feliz em frente aos seus pais, limpo, sem um pingo de sangue da carne humana de que se alimentou, como se nada tivesse acontecido. Os pais sorriram de volta e observaram o quanto estava arrumada a casa, não havia o que desconfiar. Mas na verdade, os restos do meu corpo, de meu pai e de Pietro, estavam jogados no porão, despedaçados.

Aluno: Gustavo Farias, 8º C.

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O fantasma do Tepequém

Tepequém é um lugar bastante visitado em Roraima por suas belezas naturais. Certo dia, a família Brito resolveu passar uma semana naquela serra de belezas singulares. Seria um passeio que todos esperavam realizar há muitos anos.

No primeiro dia, logo foram visitar a cachoeira mais bonita do lugar! O dia foi longo e cheio de aventuras e de novas descobertas. A noite já estava se aproximando, e, depois de muitas brincadeiras e cansados, resolveram voltar para a pousada onde estavam hospedados. Todos adormeceram, mas a menina Ester, a filha do casal, não tinha conseguido dormir direito, pois ficou a noite toda ouvindo um barulho estranho.

Ao amanhecer, perguntou para seus pais se eles tinham ouvido algum barulho, mas disseram que não e, provavelmente, aquele barulho deveria ser algum animal noturno ou vindo dos ventos que assoviam na planície da serra. Porém a menina não se convenceu, pois os ruídos que ouvira, não eram de assovios, e sim, sons de metais que soavam.

Os pensamentos da menina, em descobrir que barulhos eram aqueles, não sossegavam; sua curiosidade era maior que o seu medo. Inventou uma desculpa para não acompanhar seus pais em outro banho de cachoeira. Logo que ficou sozinha, saiu da pousada e começou a explorar o lugar.Durante a exploração, Ester fez amizade com a dona Fada, uma senhora que conhecia tudo sobre o Tepequém. Dona Fada contou a menina que na época da exploração de diamantes e ouro,muitos garimpeiros morreram soterrados e seus fantasmas assombravam os visitantes. Ester ficou assustada, mas resolveu continuar suas investigações. Na madrugada seguinte, ela voltou a ouvir o barulho, chamou seus pais, que também ouviram, juntos saíram para descobrir de onde vinha aqueles ruídos. Após andarem em volta da pousada que estavam hospedados, caíram em um buraco que se seguia com um túnel que levava direto ao escritório da pousada. No dia seguinte, conversaram com o proprietário da hospedagem o sobre o que tinham encontrado, mas decidiram não fazer alarde, pois queriam saber quem estava por trás daquela obra.

Na noite seguinte, recolheram-se cedo, reuniram-se no escritório a espera do “fantasma”. De repente, algo aconteceu; o piso do escritório se abriu e uma imagem enrugada, pálida, cabeça prateada saiu com picareta. Meu Deus! O “fantasma” era a dona Fada! A frágil senhora só queria “apenas” pegar dinheiro do cofre. Essa Fada, eeessa Fada!

ANA MOURA, 8 ANO A.

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Texto criado com informações fictícias:

Boa Vista, Roraima – RR, 14 de maio de 2020.

Semalo – Fábrica de sabores


Assunto: Carta de reclamação – Produto Jupoca-pipocas queimadas.

Respeitada empresa Semalo,


Olá, meu nome Kainan Freitas Vizzoni, tenho 11 anos e sou um consumidor que gosta muito da pipoca doce chamado Jupoca da empresa de vocês.
Minha mãe sempre compra pacotes de Jupoca para meu irmão e eu comermos, mas
infelizmente , nessa última compra, no qual ela comprou 6 pacotes, vimos uma coisa diferente, no inicio achamos que era algum tipo de bicho (besouro preto), porém ao observamos melhor descobrimos que se tratava de pipocas queimadas. Fomos verificar outros pacotes e analisamos que todos estavam com o mesmo problema, alguns até tinham pipocas grudadas umas nas outras que pareciam um pedaço enorme de carvão.Tiramos fotos para confirmar o que estou falando, minha mãe guardou todos os pacotes no armário, para mostrar a vocês. Espero que a empresa verifique o que ocorreu com o produto.


Respeitosamente,


Kainan Vizzoni. 6ºano.

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A Casa dos gritos

A história se passe numa pequena cidade do interior da Bahia, chamada Paulo Afonso… Havia um mistério nunca revelado naquela pequena cidade. Os mais antigos moradores tinham medo e andavam apavorados com o que vinha acontecendo em uma casa que ficava na rua General Dutra, 666.

Trata-se de uma pequena casa que foi abandonada há alguns anos, onde morou um reconhecido empresário (Zé do Ouro) da cidadezinha. Após ter matado a sua família à martelada e depois tirado a própria vida, os moradores da rua passaram a ouvir estranhos barulhos de sua casa. Portas batendo, rangido de dobradiças e barulho de marteladas eram alguns sons que todos ouviam ao se aproximar da casa da chacina, como era chamada. Certo dia, Clemison e Jacilene, dois irmãos destemidos e curiosos, resolveram entrar na casa que intrigava toda a sociedade da pequena cidade.

Assim que se aproximaram da casa da chacina começaram a ouvir sons de portas batendo. Apesar de destemidos, ficaram bastante assustados, mas não desistiram e continuaram a alimentar a curiosidade entrando de uma vez só na casa. Os irmãos perceberam que os sons vinham do quarto do casal, onde havia ocorrido a tragédia, então subiram as escadas, respiraram bem fundo e, numa rapidez aterrorizante, abriram a porta…mas, para a surpresa dos dois, não havia nada lá dentro.

Clemison e Jacilene, agora um pouco mais tranquilos, porém ainda com o “coração na goela”, decidiram andar pela casa e ver outros cômodos. Os sons continuavam cada vez mais altos. Eles entraram no quarto das crianças, a porta se fecha e eles ficam estarrecidos e paralisados pelo que veem. Os irmãos soltam um grito aterrorizante que ecoa pela casa, transpassa a porta e se espalha pela Rua General Dutra, onde todos podem ouvir estarrecidos.

Desde esse dia nunca mais se viu os irmãos, Clemison e Jacilene. E a pacata cidade de Paulo Afonso que tinha um grande mistério passou a ter dois…agora se podia ouvir os gritos dos irmãos todas as noites vindo da Casa da Chacina…que passou a se chamar…A Casas dos Gritos.

Aluno: Gabriel Henrique Bezerra Brandão, 8º ano B.

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